"Ando no rastro dos poetas, porém descalça... Quero sentir as sensações que eles deixam por ai"



domingo, 31 de julho de 2016


De tudo que a vida me deu, gostaria de devolver 10 quilos.


sem arrego


“Resmungos e ranger de dentes não vão ajudar, as coisas mudaram e precisam ser assimiladas o quanto antes, porque vieram para ficar. Resistir ao que de todo modo vai acontecer seria falta de sabedoria e perda de tempo.”

Me senti uma garotinha de cinco anos ao ler esse puxão de orelhas que havia sido direcionado a mim. Em três linhas eu havia sido chamada de birrenta e burra. Tranquei o choro.

Mas logo me dei conta de que eu não tinha mais cinco anos e que não deveria levar a reprimenda tão a sério, afinal, foi direcionada a mim, mas também a outros tantos, e por alguém que nem me conhece direito. Resolvi achar graça e tocar minha vida sem me perturbar com questões menores.

Mas ele não se abalou com meu pouco-caso e seguiu com a artilharia pesada.

“Tenha cuidado com esse cansaço que pesa sobre a alma, pois é ele que induz a acreditar na ilusão de que os problemas poderiam ser resolvidos de uma tacada só, com fórmulas mágicas. Isso não acontecerá de jeito nenhum.”

Rogando praga. Insolente. Quem disse que estou com cansaço na alma, quem?

Resolvi ler o que ele dizia sobre os outros signos. Realmente, ele não era um representante da geração paz & amor, mas pegava mais leve com Áries, Gêmeos, Libra. Comigo é que a rudeza imperava. Perseguição nítida.

A solução era simples: deixar de dar ibope para as suas ralhações astrológicas. Ignorar. Estava decidida a fazer isso a partir do dia seguinte. Porém, o novo dia amanheceu, como sempre amanhece, e eu me vi espichando o olho para aquele quadradinho minúsculo com três pequenas linhas onde cabia toda a ira do universo contra mim. Foi então que compreendi como funciona a cabeça dos leitores que odeiam certos colunistas do fundo do coração. Xingam, rosnam, ofendem, mas não os abandonam nem sob decreto.

“Nada que for feito intempestivamente ajudará a resolver coisa alguma. Certamente, não será fácil conter os impulsos, mas, se você não se empenhar nesse sentido, sua alma não merecerá ser chamada de humana. Contenha-se!”

Nunca homem algum ousou mandar eu me conter, o abusado foi o primeiro — e ainda usou ponto de exclamação!

Mas se há algo que sobra em mim é resiliência. Se ele acha que vou bater em retirada, engana-se. Vou continuar aqui, pode continuar me atacando, eu aguento.

“Os temores arraigados em sua alma (lá vem ele com essa história de alma outra vez) têm sobre você o poder que você lhes outorgar, nem um pouco a mais do que isso. Esses temores são fantasmas que assombram a perspectiva de progresso que se encontra disponível.”

Entendi. É tudo coisa da minha cabeça. Sou responsável pelas minhocas que coloco na cabeça, e você é apenas um filósofo a serviço dessa reles criatura que teima em não evoluir.

Não me faltava mais nada. Humilhada pelo meu próprio horóscopo.


“Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.” 

Ezequiel 36:26

sexta-feira, 29 de julho de 2016


Agora que sinto amor
Tenho interesse no que cheira.
Nunca antes me interessou que uma flor tivesse cheiro.

Agora sinto o perfume das flores como se visse uma coisa nova.
Sei bem que elas cheiravam, como sei que existia.
São coisas que se sabem por fora.
Mas agora sei com a respiração da parte de trás da cabeça.

Hoje as flores sabem-me bem num paladar que se cheira.
Hoje às vezes acordo e cheiro antes de ver.


#terceirização de culpa

“Repara
Tem gente que é poema e nem fala”

Renzo Caetano

De nada adianta dois pulmões se você não tem um coração pra te fazer perder o fôlego.

__Isabella Gonçalves

“Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e assim o Senhor, o Deus dos exércitos, estará convosco, como dizeis.” 

Amós 5:4

terça-feira, 26 de julho de 2016


...agora sim, tá com o corpo bonito!

hehehehe 

Seria mais ou menos isso, o que diria, uma boa vó que se preze:
- “Trate de viver, e muito bem, meu bem, cada momento.
Eu sei que parece que passa lento, mas é feito vento, que passa, e passando, passa, e quando se vê, só nos restam lembranças, então: faça com que sejam boas as tuas lembranças, porque no fim, lembrança será tudo o que você vai ter...”

#dia dos avós
Parabéns aos “pais com açúcar


Três palavras difíceis de dizer: inconstitucionalissimamente, paralelepípedo e desculpa.

combo família


Com a recente transformação da estrutura familiar, hoje formada por madrastas, padrastos e meio-irmãos, e diante do rearranjo veloz de relacionamentos ao longo da vida, ficou comum a expressão arcar com o pacote.
Quando alguém casa com mulher ou homem com filhos de outros casamentos, logo fala aos amigos que terá que comprar o pacote inteiro.

Mesmo soando como uma manifestação de amor (“se eu não te amasse não assumia todo o pacote”), a frase tem um quê de pesar, um tom de incômodo. É, na verdade, uma confissão de sacrifício.

A declaração é infeliz, pois sublinha o apesar, ressalta o desconto, enfatiza a restrição. O pacote é uma inevitabilidade forçada, aponta os malefícios do benefício.
As crianças são tratadas com uma conotação de contrariedade.

Não adianta elogiar a companhia cometendo uma crítica velada à paternidade ou à maternidade. Não adianta homenagear o namoro e atacar os filhos, compreendidos como um fardo e juros de antigos amores.
É necessário entender que o filho não é opcional, não se abandona o laço, é parte irreversível do caráter do pai e da mãe.

Na hipótese do pai e da mãe desprezarem as crias em nome de uma relação recente serão também péssimos amantes e cuidadores.

O natural é não falar nada, deixar as coisas acontecerem, permitir que a amizade nasça da espontaneidade e se fortaleça no decorrer do tempo.
Não há como gostar de alguém por antecipação, mas tampouco é justo desgostar prematuramente, que a rejeição não seja herança de condicionamentos culturais e preconceitos sumários com quem já tem um passado.

Recorrer à ideia de combo é anunciar nitidamente que está levando algo que se quer com algo que não se quer.

A gravidez desejada não acontece uma única vez na vida com os pais da criança, acontece sempre que se inicia uma nova família com os filhos já crescidos.


Eu os estou enviando como ovelhas entre lobos. 
Portanto, sejam astutos como as serpentes e sem malícia como as pombas. 

Mateus 10:16

quinta-feira, 21 de julho de 2016


Sabe aquela saia curta?
A vida pode ser mais ainda!

Sabe aquela mania de guardar os copos de cristal para serem usados em ocasiões especiais? Ou comprar um vestido lindo e caro para usar uma vez num casamento, e só se lembrar de novo quando ele manchar de mofo?

Abuse! Nunca sabemos quando será a última vez. Das roupas. Da vida.


então, somos dois!!!

Eu sofri. Meu Deus, como eu sofri com amores errados, ilusões, migalhas, coisas que achava que eram e nunca foram, paixonites enlouquecidas, vontades desesperadas. 
Eu posso dizer para você com todas as letras do alfabeto eu-sofri-muito
E sim, passou.


Quando a tarde estava prestes a encerrar seu expediente, quase noite, uma cigarra começava a cantar no flamboyant que morava no jardim lá de casa.

Nunca soube se era uma só que cantava ou se eram várias e elas se revezavam. O canto parecia sempre o mesmo, só mudava o dia, que dia sempre teve essa mania de mudar.

Nas proximidades do canto, tocava na rádio a Ave-Maria e um silêncio respeitoso abraçava tudo, aproximava as pessoas.

Não precisava olhar para o relógio, eu sabia que eram seis horas.

Minha mãe, as minhas avós, paravam o que estavam fazendo para ouvir aquela música.
Silenciavam, murmuravam coisas que eu não entendia.
Às vezes, chegavam a chorar, sem que meus olhos atentos pudessem entender os motivos.

Não importa as crenças que as alimentavam, elas não perdiam contato com a espiritualidade.
Com a transcendência.
Com aquilo que é maior do que nós, sendo também em nós.

Eu não tinha a menor noção disso.
Hoje, eu tenho.

Agradeço por ter crescido exatamente ali, onde havia, ao menos, a cada fim de tarde, um espaço para o sagrado.


E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. 

Tiago 1:5-6

quarta-feira, 20 de julho de 2016


Mas quero meus amigos.
Não do jeito do Roberto Carlos que queria ter um milhão de amigos.
Não é possível ter um milhão de amigos.
Quero meus poucos amigos.
Amigos: pessoas em cuja presença não é preciso falar...

#dia do amigo

a inutilidade e o amor


Ter que ser útil pra alguém é uma coisa muito cansativa. É interessante você saber fazer as coisas, mas acredito que a utilidade é um território muito perigoso porque, muitas vezes, a gente acha que o outro gosta da gente, mas não. Ele está interessado naquilo que a gente faz por ele. E é por isso que a velhice é esse tempo em que passa a utilidade e aí fica só o seu significado como pessoa. Eu acho que é um momento que a gente purifica. É o momento em que a gente vai ter a oportunidade de saber quem nos ama de verdade.

Porque só nos ama, só vai ficar até o fim, aquele que, depois da nossa utilidade, descobrir o nosso significado. Por isso eu sempre peço a Deus para poder envelhecer ao lado das pessoas que me amem. Aquelas pessoas que possam me proporcionar a tranqüilidade de ser inútil, mas ao mesmo tempo, sem perder o valor.

Quero ter ao meu lado alguém que saiba acolher a minha inutilidade. Alguém que olhe pra mim assim, que possa saber que eu não servirei pra muita coisa, mas que continuarei tendo meu valor.

Porque a vida é assim, fique esperto, viu? Se você quiser saber se o outro te ama de verdade é só identificar se ele seria capaz de tolerar a sua inutilidade. Quer saber se você ama alguém? Pergunte a si mesmo: quem nessa vida já pode ficar inútil pra você sem que você sinta o desejo de jogá-lo fora?

É assim que descobrimos o significado do amor. Só o amor nos dá condições de cuidar do outro até o fim. Por isso eu digo: feliz aquele que tem ao final da vida, a graça de ser olhado nos olhos e ouvir do outro: “você não serve pra nada, mas eu não sei viver sem você”.


Com Deus conquistaremos a vitória,
e ele pisará os nossos adversários.

Salmos 108:13

terça-feira, 19 de julho de 2016


Quando eu era menino, os grandes, nas rodas de conversa que eu participava, viviam repetindo antigamente, antigamente

Perguntei quando era antigamente e eles me deram respostas indefinidas, sem data certa. 

Agora eu sei: antigamente é um tempo que se foi, mas que se recusa a ir de vez e fica dentro da gente, atormentando o coração com saudade. 

Agora eu também falo do antigamente...


então...

divagações sobre o amor


E então veio o julgamento sem dó: Não sei o que ela viu nessa criatura. Pobre da mulher. Não fazia nem 10 minutos que tinha apresentado o novo namorado e bastou se afastar dois passos para que as amigas, em assembleia, rejeitassem sua escolha.

O que ela havia visto naquele sujeito comum, altura mediana, rosto sem personalidade, um cara retraído e sem graça? A resposta não estava nele. Se olhassem para ela, saberiam.

Ela e seus olhos faiscantes, ela e seu sorriso tão largo que escapava por trás das orelhas, ela que parecia estar de sapatilhas dançando O Quebra-Nozes, ela que descobrira como renovar todo o colágeno da pele, ela que pela primeira vez usava um decote profundo. O que importava a retração aparente do sujeito? Estava tudo explicado.

Quando a gente diz “eu te amo” para alguém, está sonegando o resto da informação. “Eu te amo”, assim, resumido, dá a entender que amamos aquela pessoa apenas pelas qualidades que ela tem, mas não é assim que funciona. Quem tem uma coleção de defeitos também é amada, então a lógica acaba de se retirar deste debate. Não amamos o outro. Amamos o que o outro provoca em nós.

Se a declaração fosse completa, diríamos: te amo porque você acabou com a minha soberba, eu que tinha um discurso pronto sobre a superioridade dos solitários. Te amo porque sua entrada na minha vida me fez sentir com 10 anos menos. Te amo porque voltei a acreditar no meu potencial. Te amo porque descobri que posso ser divertida. Te amo porque me deu vontade de praticar esportes e mudar minha alimentação. Te amo porque nunca tinha encontrado alguém que me convencesse a dançar.

Te amo porque eu jamais teria coragem de colocar um cachorro no meu apartamento não fosse seu atrevimento em me dar um. Te amo porque eu precisava renovar minhas lingeries. Te amo porque pela primeira vez estou pensando em me dar alta na terapia. Te amo porque me sinto desejada. Te amo porque consegui esquecer a minha ex. Te amo porque você me faz batalhar por projetos que eu já tinha desistido. Te amo porque passei a gostar dos meus seios. Te amo porque enfrentei os meus medos. Te amo porque estou reconhecendo outra pessoa no espelho.

Ele? É só um homem gentil, simpático, que trabalha bastante e resmunga bastante também, que tem um pai botafoguense que nunca o perdoou por ser vascaíno e que já viveu dois amores que o deixaram mais preparado para tentar acertar no terceiro.

Ela? É só uma mulher atenciosa, discreta, às vezes um pouco insegura, que ainda sonha em ser alguma coisa além de bibliotecária e que anda cogitando ter um filho para se sentir mais completa.


Amor, pensando bem, é gratidão. Duas pessoas comuns tornando uma a outra especial.



Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas. 

_Eclesiastes 11:5

sábado, 16 de julho de 2016



A triste geração que virou escrava da própria carreira

Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.
Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em família para pousadas no interior.
Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.

Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.
Frequentou as melhores escolas.
Entrou nas melhores faculdades.
Passou no processo seletivo dos melhores estágios.
Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.
E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo pelas paredes.

Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25 ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais ganharam na vida toda.
Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam ganhar.
Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.

O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o cão que corre atrás do próprio rabo.

O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que era ganância, o que necessário e o que era vício.
O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.
Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de sempre ir.

Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.
Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.

Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos para dormir.
Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo? Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na equipe? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque o estágio demandava muito.
Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito boa de promoção na empresa.
Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram até as 2 da manhã no escritório.
Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda pudessem fazer algum sentido.
Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa, dos olhares curiosos dos “amigos”.

Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
Só não tinha controle do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.

Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.

Texto de Ruth Manus

Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.

Hebreus 11:1

sexta-feira, 15 de julho de 2016


É junto dos “bão” que a gente fica “mió”.


#surdos por conveniência

se até o dia vinte ele me ligar é porque vai rolar
se até quinta-feira não chover passa a ser provável
se até seis da tarde o comercial passar duas vezes 
é sinal de que tudo vai acontecer como o planejado

mulher adora dar um prazo para o imponderável


Te desejo uma noite de insônia cheia de lembranças minhas. Que minha mão, de repente, pareça deslizar no teu travesseiro e agarre teu cabelo, ao ponto que a minha falta seja sentida de um modo tão presente, que você se pergunte por que eu não estou ali.

Te desejo um dia repleto de detalhes de nós dois. Que a saudade não te mate, mas te torture lentamente com as cenas que poderiam ser tão nossas, mas agora pertencem à lembrança. O sorriso depois do beijo, o gesto provocante ao passar pelo outro, a voz que te chama de longe.

Te desejo uma estada completa de felicidade plenamente em metade. Que nos seus afazeres, diários ou extraordinários, você se sinta realizada, mas que se pegue ruminando a possibilidade de me ter ali também e imaginar como seria se estivéssemos juntos.


Te desejo um sentimento indefinível. Daqueles que se parece com fome, mas não se sacia. Se assemelha ao desejo, mas há mais que simples instiga. Que se associa à saudade, mas não é tão simples assim. Algo que só se sabe o que é quando se toca: falta ele aqui.


Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês.

1 Pedro 5:7

quarta-feira, 13 de julho de 2016


Ele: Meu amor, demorei 60 anos para te encontrar.
Ela: Nossa, nunca vou pedir pra você procurar nada para mim.


Antes tarde, do que mais tarde!

Livramo-nos da mágoa quando racionalizamos 
que somos os únicos prejudicados por senti-la.




Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.


Hoje é dia de rock!


O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração. 

(Lucas 6:45)

terça-feira, 12 de julho de 2016


Comece o dia amando mais você 

(A vida quis assim)



“Cozinhar é um modo de amar os outros” 

\ Mia Couto /

“Nada é absoluto. Tudo muda, tudo se move, 
tudo gira, tudo voa e desaparece”

“Ao fim do dia, podemos aguentar muito mais 
do que pensamos que podemos”

“Amuralhar o próprio sofrimento 
é arriscar que ele te devore desde dentro

“Doutor, se me deixar tomar essa tequila, 
prometo que não vou beber no meu funeral”

| Frida Khalo, a mulher que não era “bela, recatada, do lar” |