"Ando no rastro dos poetas, porém descalça... Quero sentir as sensações que eles deixam por ai"



sexta-feira, 30 de abril de 2010


"Eu nunca fui uma moça bem-comportada.
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida,
pra paixão sem orgasmos múltiplos
ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.
Não estou aqui pra que gostem de mim.
Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.
E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória
e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos,
com mais ou menos ou qualquer coisa.
Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar...
Eu acredito é em suspiros,
mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis,
em alegrias explosivas,
em olhares faiscantes,
em sorrisos com os olhos,
em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma,
no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades..."                                                  

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Dos recomeços


“Não importa onde você parou...
Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida e, o mais importante...
Acreditar em você de novo.

Sofreu muito neste período? Foi aprendizado...
Chorou muito? Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechaste a porta
até para os anjos...
Acreditou em tudo que estava perdido? Era o início de tua melhora...
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu
para “chegar” perto de você.

Recomeçar
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar?
Ir alto...
Sonhe alto...
Queira o melhor do melhor...

Se pensamos pequeno...
Coisas pequenas teremos...
Mas se desejarmos fortemente o melhor e
Principalmente lutarmos pelo melhor...
O melhor vai se instalar em nossa vida.
Porque sou do tamanho daquilo que vejo.
E não do tamanho da minha altura."

"Como dois e dois são quatro
Sei que a vida vale a pena
Embora o pão seja caro
E a liberdade pequena."
“João amava Teresa que amava Raimundo

que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

que não amava ninguém.

João foi para os Estados Unidos,

Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre,

Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e

Lili casou com J. Pinto Fernandes

que não tinha entrado na história.”



quarta-feira, 28 de abril de 2010


"Como se faz com todo cuidado a pipa que precisa voar,

cuidar de amor exige mestria..."



Lutar, planejar, escrever, sonhar, viver, acolher, compreender, ganhar, amar, vencer, crescer, doar, dividir, adoçar, ensinar, trabalhar, aprender, aquecer, mergulhar, abraçar, colher, plantar, cultivar, estimar, reconhecer, conquistar, achar, buscar, beijar, esperar, andar, sentar, falar, ler... sentir!

Viver é um pra sempre conjugar de verbos.
Uns são mais profundos, outros de superfície.
Uns que falam demais, outros que parecem querer algo aqui dentro calar...

É que na verdade os verbos são espaços que se pegam e se usam pra sentir.

... E são tantos verbos a morar aqui dentro em mim.

Quero-os todos assim, num presente que nunca acabe...

Livres

Soltos

Sensíveis

Intensos

Ousados

Indevassáveis

sexta-feira, 23 de abril de 2010



Nota explicativa desprovida de sentido:
É assim a minha natureza...
gangorra de aparições e sumiços.
Longe de mim, busco(-me);
perto, esquivo(-me).

“E que fique muito mal explicado.
Não faço força para ser entendida.
Quem faz sentido é soldado”


Em mim, o coração é quem come...

                                                e não os olhos.

Na superação, somos todos adversários


... de nós mesmos!!!

Fico pensando em quantas máscaras encontramos por aí no dia a dia...
Pessoas, situações, lugares.
É como se tudo fosse apenas um disfarce...
Todos se mascaram quando se aumentam,
quando se diminuem,
quando não mostram a verdadeira medida que se tem.
Quando demonstram apenas só o que querem ser
ou o que acham ser o comportamento mais aceito,
mais admirado por todos.
Quando aparentam ser o que não são.
Quando preferem dizer "mentiras brancas" à uma verdade sincera.
E enquanto uns apenas se maquiam suavemente,
outros saem às ruas com rostos que nunca foram seus...

Mas eu não desisto e ainda confio nas coisas que me acontecem,
nas pessoas que vou conhecendo e na vida!

... E nunca deixei de sonhar com o dia que sairemos todos à rua
de cara lavada...
recém saídos de um banho!




quarta-feira, 21 de abril de 2010


"No centro de um planalto vazio

Como se fosse em qualquer lugar

Como se a vida fosse um perigo

Como se houvesse faca no ar

Como se fosse urgente e preciso

Como é preciso desabafar

Qualquer maneira de amar varia

E Léo e Bia souberam amar


Como se não fosse tão longe

Brasília de Belém do Pará

Como castelos nascem dos sonhos

Pra no real, achar seu lugar

Como se faz com todo cuidado

A pipa que precisa voar

Cuidar de amor exige mestria

E Léo e Bia souberam amar"

                                                                         - Oswaldo Montenegro -



( Parabéns, Brasília!!! )




"O sistema, que não dá de comer,

tampouco dá de amar:

condena muitos à fome de pão

e muito mais à fome de abraços."

                                                        (Eduardo Galeano)



terça-feira, 20 de abril de 2010




" O destino conduz os que querem ser
conduzidos e arrasta os que não querem...
Eu tenho andado mais ou menos de arrasto
Nem sempre quero ir
para onde o destino me leva."


"Não é mais aos homens que me dirijo.
É à você, Deus de todos os seres,
de todos os mundos e de todos os tempos:

Que os erros agarrados à nossa natureza
não sejam motivo de nossas calamidades.
Você não nos deu coração para nos odiarmos
nem mãos para nos enforcarmos.
Faça com que nos ajudemos mutuamente
a suportar o fardo de uma vida penosa e passageira.
Que as pequenas diferenças entre as vestimentas
que cobrem nossos corpos, entre nossos costumes ridículos,
entre nossas leis imperfeitas e nossas opiniões insensatas
não sejam sinais de ódio e perseguição.
Que aqueles que acedem velas em pleno dia para te celebrar,
suportem os que se contentam com a luz do sol.
Que os que cobrem suas roupas com um manto branco
para dizer que é preciso te amar,
não detestem os que dizem a mesma coisa sob um manto negro.
Que aqueles que dominam uma pequena parte desse mundo,
e que possuem algum dinheiro,
desfrutem sem orgulho do que chamam poder
e riqueza e que os outros não os vejam com inveja,
mesmo porque você sabe que não há nessas vaidades
nem o que invejar nem do que se orgulhar.
Que eles tenham horror à tirania exercida sobre as almas,
como também execrem os que exploram a força do trabalho.
Se os flagelos da guerra são inevitáveis,
não nos violentemos em nome da paz.
Que possam todos os homens se lembrar que eles são irmãos!"



"As paixões são como ventanias

que enfunam as velas dos navios,

fazendo-os navegar;

outras vezes podem fazê-los naufragar,

mas se não fossem elas,

não haveria viagens

nem aventuras nem novas descobertas."


"O amor é de todas as paixões a mais forte,

pois ataca simultaneamente a cabeça,

o coração e os sentidos."


 


"...o que dá trabalho mesmo é viver sempre do mesmo jeitinho.

Pois eu quero mais dessa maluquice que me ajuda a reinventar

maneiras de estar aqui.

Porque para se estar aqui com um pouco que seja de conforto na alma há que se ter riso.

Há que se ter fé.

Há que se ter a poesia dos afetos.
 
Há que se ter um olhar viçoso. E muita criatividade."


"Aprendi também a não contar muito com os outros:
na medida do possível, faço tudo só.
Dá mais certo."



"Torça bem as lágrimas, uma a uma, até desencharcar o coração.

Depois, estenda a tristeza pra secar no varal da autogentileza.

Lá costuma bater sol."


segunda-feira, 19 de abril de 2010


"Abandone os antes.
Chame do que quiser. Mas venha.
Quero dividir meus erros, loucuras, beijos, chocolates...
Apague minhas interrogações.
Por que estamos tão perto e tão longe?
Quero acabar com as leis da física,
dois corpos ocuparem o mesmo lugar!
Não nego. Tenho um grande medo de ser sozinha.
Não sou pedaço.
Mas não me basto"

"Preciso ter certeza

que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição,

não mera loucura.

Ah, imenso amor desconhecido.

Para não morrer de sede,

preciso de você agora..."

"Mas quando desvio meu olho do teu,

dentro de mim guardo sempre teu rosto

e sei que por escolha ou fatalidade,

não importa,

estamos tão enredados que seria impossível recuar para não ir até o fim (...)"
 
 

"Gosto de olhar as pedras e os desenhos do vento na superficie da água,

gosto de sentir as modificações da luz quando o sol está desaparecendo do outro lado do rio,

gosto de sentir o dia se transformando em noite e em dia outra vez,

gosto de olhar as crianças brincando no corredor de entrada

e das palmeiras que existem no meio da minha rua —

gosto de pensar que vou sempre ter olhos para gostar dessas coisas,

e por mais sozinho ou triste que eu esteja

vou ter sempre esse olhar sobre as coisas."


"Mas porque as coisas são mesmo assim,

talvez por certa magia,

predestinações,

sinais ou simplesmente acaso,

quem saberá,

ou ainda por ser natural que assim fosse,

e menos que natural, inevitável,

fatalidade, trágicos encantos."

"... o tempo não se encarrega de matar desejos,

apenas de substituir os personagens!... "


" ... faz tanto tempo que invento meus próprios dias.

Preciso começar por algum ponto!..."

“Sem sentir, você calcula mal alguma coisa no passo e,

em vez do vôo, vem a queda.

O ridículo é que só no chão você percebe que caiu.”

quarta-feira, 14 de abril de 2010









terça-feira, 13 de abril de 2010



"Não direi
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.

Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.

Não direi
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.

Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.

Só direi
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo"

"O amor não aceita amadores.
Quando se ama, acorda-se vestido para o milagre.
Soltos pelo riso, nunca amarrados pelo grito"

''Há uma primavera em cada vida:
é preciso cantá-la assim florida,
pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!
E se um dia hei-de ser pó,
cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada,
que me saiba perder... para me encontrar....''




"Da Perfeição da Vida
Por que prender a vida em conceitos e normas?
O Belo e o Feio...
O Bom e o Mau...
Dor e Prazer...

Tudo afinal, são formas

E não degraus do Ser!"




"Tão pobres somos
que as mesmas palavras nos servem
para exprimir a mentira e a verdade"

Cansei de coração gelado...
Também não quero mais saber de corações áridos!
Preciso de corações tropicais...
daqueles quentinhos, acolhedores, divertidos e com sensação de felicidade!



Essa mania de acreditar nas pessoas é coisa minha.
Elas não me enganam...
Eu que me engano a respeito delas.

''Que eu possa abrir minha casa como uma garrafa de vinho.
Que eu possa sair de casa como uma garrafa de champanhe.
Que eu possa respeitar opiniões diferentes da minha.
Que eu não tente convencer ninguém a pedir desculpas.
Que eu possa me desculpar antes do ódio.
Que eu possa descobrir a altura dos postes com pipas.
Que eu possa pescar conhecidos nos viadutos.
Que eu possa escrever cartas de amor de repente.
Que eu possa viajar para adorar a distância.
Que eu possa voltar para dizer o que não tive coragem.
Que eu possa conversar com estranhos para matar a estranheza.
Que eu possa comprar fiado minha própria fé.
Que eu amarre os sapatos dos filhos como se fosse um terço.
Que eu possa gemer diante de uma torta de nozes.
Que eu pense em meu amor ao atravessar a rua.
Que eu pense na rua ao atravessar o amor.
Que eu possa engolir o vento em cada esquina.
Que eu possa ouvir as cigarras de noite.
Que eu possa diferenciar as árvores.
Que eu erre um caminho para descobrir novas paisagens.
Que meu carro tenha cheiro de bala de goma.
Que eu ajude sem questionar.
Que eu dê conselhos sem condenar.
Que eu não exija demais dos outros.
Que eu exija demais de mim.
Que eu possa dançar com os pés nos ouvidos.
Que eu possa aprender a tocar violino.
Que eu possa aprender a dizer sim.
Que eu possa tomar banho de cachoeira.
Que eu possa madrugar para esquentar a água do chimarrão.
Que eu não acorde com o telefone tocando.
Que eu não faça piadas de mau gosto.
Que eu seja a vontade de rir.
Que eu prepare pratos exóticos para aumentar a fome.
Que eu não dedure os amigos para passar bem.
Que eu pendure bonecos no varal.
Que eu faça sinal para o trem parar.
Que eu bata no tapete com a vassoura.
Que eu assobie para chamar a alegria.
Que eu possa chorar ao assistir filmes.
Que aproveite a luz do corpo para ler de noite.
Que eu possa embaralhar o sal com o açúcar.
Que não faça fofoca fora do bar.
Que eu não seduza para confundir.
Que eu seduza para iluminar.
Que eu mande flores para meu próprio endereço.
Que eu estenda a toalha da mesa como se fosse um lençol.
Que eu não sacrifique a confiança pela covardia.
Que eu possa cuidar da minha cidade como um irmão caçula.
Que eu use a voz como campainha.
Que eu possa repor os pássaros em seus ninhos.
Que eu encontre uma loja para consertar chapéus.
Que eu encontre uma loja para consertar cabeças.
Que eu não mude de ideologia para conseguir um emprego.
Que eu não precise gritar dentro de casa.
Que os cachorros tenham faixa de segurança.
Que minha mulher me responda os beijos com arrepios.
Que eu possa devolver os livros que tomei emprestado.
Que eu não peça a devolução dos livros que emprestei.
Que eu tenha dúvidas, melhor do que certezas e falir com elas.
Que a sorte não seja o cartão furado da loteria.
Que eu possa barbear o medo.
Que meus amigos deixem de comprar o jornal pelos classificados.
Que a única corrente que use seja a do balanço para embalar meu filho.
Que a poesia não fique na estante mais escondida das livrarias.
Que eu ligue mais para meus irmãos para falar menos dos outros.
Que eu escute minha mãe falar de seus problemas até o fim.
Que minha mulher possa entender o que nem preciso falar.
Que eu conte meu dia na hora do jantar.
Que eu cumprimente meu vizinho sem temer a resposta.
Que eu possa dar as roupas que não uso.
Que eu possa ler revistas antigas em consultórios.
Que a cor da pele não seja maior do que a cor do céu.
Que os gays possam se beijar fora da novela.
Que minha letra saiba montar no cavalo das linhas.
Que eu ande de bicicleta para me demorar na cidade.
Que eu cuide das plantas da mão alisando a chuva.
Que eu não fique cobrando para me aliviar do trabalho.
Que eu aprenda a guardar segredos sem jurar por Deus.
Que eu tenha menos vaidade.
Que eu tenha mais realidade.
Que eu invente mentiras convincentes para chegar às verdades.
Que eu não pense na morte antes de dormir.
Que eu volte a rezar sem querer.
Que eu possa nadar na neblina.
Que eu não tenha receio de ser ridículo.
Que eu faça amizades falando do tempo.
Que eu pare de fumar.
Que os ex-fumantes parem com os sermões.
Que eu escreva nos livros o que os livros me escrevem.
Que eu possa brincar mais sem contar as horas.
Que eu possa amar mais sem contar as horas.
Que eu possa puxar os cabelos do vento.
Que eu use somente as palavras que tenham sentido.
Que eu prove a comida nas panelas.
Que eu aceite os conselhos da loucura.
Que eu transforme a raiva em vontade de me entender.
Que o trânsito não seja sauna.
Que eu passe a xingar o pai do juiz no estádio.
Que meu time não me engane na última hora.
Que eu possa assistir shows com meus filhos na garupa.
Que eu atinja o segundo andar das ameixeiras.
Que eu abra o capô apenas do piano.
Que eu não precise fechar as janelas na sinaleira.
Que eu visite mais minha sogra.
Que o domingo não termine com o futebol.
Que o musgo cresça onde há paredes.
Que as heras cresçam onde há muros.
Que as escadas cresçam onde há joelhos.
Que eu possa caminhar a esmo na respiração.
Que eu durma fazendo sexo.
Que eu me levante de bom humor.
Que eu possa soltar os vaga-lumes que prendi em potes.
Que o governo seja competente para ser esquecido.
Que eu faça aniversário de criança nos meus 34 anos.
Que o verão seja se afogar em dunas.
Que eu não pergunte a uma mulher sua idade ou se está grávida.
Que eu me lembre do nome de colegas da infância.
Que eu me lembre dos finais dos filmes.
Que eu lembre do início dos olhos.
Que eu me lembre de ser feliz enquanto ainda estou vivo.''

Das sem razões do amor


"Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor"



"Acho que Deus se alegra mais vendo um pássaro a voar,
que ouvindo as ladainhas repetitivas
dos religiosos que rezam a mesma reza
que Ele já ouviu bilhões de vezes…
Todas as repetições são enfadonhas.

Até para Deus, que tem bom gosto"

"Ninguém engole sapo de livre vontade.
Engole porque não tem outro jeito.
Tem sempre alguém que nos obriga a engolir o sapo, à força.
A pessoa que nos obriga a engolir o sapo, a gente nunca mais esquece.

Diz a Adélia que “aquilo que a memória amou fica eterno”.

Aí eu acrescento algo que aprendi no Grande sertão.
Conversa de jagunços matadores.
Diz um: “Mato mas nunca fico com raiva.”
Retruca o outro, espantado: “Mas como?”
Explica o primeiro: “Quem fica com raiva leva o outro para a cama.”

É isso.
A gente leva para a cama a pessoa que nos obrigou a engolir o sapo.
A raiva também eterniza as pessoas.
Não adianta falar em perdão.
A gente fica esperando o dia em que ela também terá de engolir um sapo."