"Ando no rastro dos poetas, porém descalça... Quero sentir as sensações que eles deixam por ai"



terça-feira, 31 de janeiro de 2017


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017


#dia da saudade

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017


“Penso que chega um momento na vida da gente, em que o único dever é lutar ferozmente por introduzir, no tempo de cada dia, o máximo de ‘eternidade’.”


Está tão calor que o termômetro não está marcando Celsius, 
mas sim Infernius.

A menopausa é “tipo uma TPM”; só que, em vez de durar alguns dias, dura anos seguidos e é mais perturbadora, intensa e cheia de elementos desconhecidos. Embora seja um dos inúmeros ciclos a compor a vida das mulheres, falar sobre a menopausa ainda é um tabu. Dona de muitos outros rótulos de comportamento, a sociedade também rotula a mulher madura segundo alguns critérios pouco amigáveis e muito preconceituosos. A mídia, timidamente vem tentando chamar a atenção para o fato de que as mulheres com mais de 50 podem, sim, gozar das delícias de estar mais à vontade consigo mesma, posto que conta com anos de convivência com sua própria pessoa; experimentar diferentes formas de amor, já que tem agora mais recursos para entender que não há padrões que valham perder oportunidades de dar e receber afeto; e, finalmente, relaxar diante da vida e fazer cada dia valer à pena, em propósito, experiência e fim.

O tempo inexorável cumpre seu papel em nossas vidas. O dia há de ter sempre a mesma duração cronológica, independentemente do que você tenha decidido fazer com as suas exatas 24 horas. Infelizmente, passamos um tempo enorme desperdiçando a vida, igual àqueles cachorrinhos que ficam correndo atrás do rabo. A infância, cada vez mais abreviada, nos priva de reservar algum tempo diário para fazer absolutamente nada do que possa ser programado; é nessas horas de descuido que a nossa criança tem a oportunidade de lambuzar-se de vida, de lama e de chocolate. Então, quando agendamos as horas da infância, perdemos, no mínimo, a chance de provar a liberdade. A infância é a ilha da fantasia! A adolescência, nos enche de urgências; queremos tudo, queremos muito e queremos agora! Entretanto, é essa a nossa mais cruel fase de inadequação; somos bombardeados por sensações de insegurança, ansiedade e inquietude. A adolescência é um vulcão! A juventude, cheia de seu vigor, e planos, e sonhos, e ímpetos, nos faz acreditar que viveremos para sempre, que temos o poder de manipular o tempo a nosso favor. A juventude é a montanha! A fase adulta nos coloca em cheque! Talvez seja o momento mais reflexivo de nossa vida, até então. É nesse ponto que fazemos uma parada, olhamos para trás e para frente, como o viajante que atingiu o meio do caminho. Quando ficamos satisfeitos pelas aventuras vividas, e a experiência vem com sabor de satisfação misturada com desejo, somos acometidos por uma tênue certeza de que fizemos a vida valer à pena; e então, conseguimos olhar para frente com um frio na barriga renovado, o arrepio gostoso da expectativa que nos faz acreditar que “o melhor ainda está por vir”. A fase adulta é o oceano!

Então, se tivermos sido contemplados com uma vida longa, chegaremos à maturidade! Alcançaremos esse lugar tão forte e bonito, graças às inúmeras fantasias da infância, ao fogo da adolescência, à impetuosidade da juventude, ao prazer do conhecimento da fase adulta. A maturidade é um caldo vivo e incrivelmente interessante que se constituí da mistura única, formada por nossas únicas experiências.

A maturidade é um presente, embrulhado em papel suave, intenso e delicado, tudo isso junto, assim mesmo, desse jeitinho! É com mãos habilidosas e experientes que recebemos essa nossa nova etapa da vida. É com a alma pacificada pela certeza de que não há certezas ou garantias nessa vida, que abraçamos mais essa belíssima fase, durante a qual poderemos voltar a provar as lambanças da infância, as instabilidades da adolescência, os sonhos da juventude e a reflexão da vida adulta.

Tudo estaria perfeitamente harmonizado, caso essa maturidade viesse apenas nesse viés maravilhoso e filosófico. No entanto, o fato é que não nos concedemos o direito de amadurecer em paz; de colher o fruto, agora sim, doce e pronto; de nos encontrar com a nossa melhor porção, menos ansiosa e aflita. Essa paz é perturbada por um monstrinho fisiológico que nos arrebata num encontro, cuja data marcada, nós desconhecíamos até sermos atingidas por ele.

Do ponto de vista orgânico, a menopausa é marcada pela ocorrência do último fluxo menstrual espontâneo; e marca a transição na vida da mulher, do período reprodutivo para o não reprodutivo. Quem dera fosse assim tão simples! Não é! A menopausa pode vir acompanhada de sintomas que geram angústia e desconforto. A ausência da menstruação traz consigo alguns “companheiros” com os quais a mulher precisa aprender a lidar. De repente, a vida é invadida por ondas de calor; declínio da libido; insônia; suores noturnos; alteração da distribuição de gordura corporal; diminuição na atenção e memória; perda de massa óssea (osteoporose) e massa muscular; aumento do risco cardiovascular e depressão.

A medicina pode trazer soluções terapêuticas, por meio da reposição hormonal e utilização de repositores de vitaminas e sais minerais; além da prática da atividade física recomendável. Organicamente, é possível aliviar os sintomas e conquistar de volta o equilíbrio das funções fisiológicas. No entanto, tantas transformações podem levar algumas mulheres a desequilíbrios emocionais, cujo impacto pode trazer grandes perdas na área afetiva, profissional, pessoal e nos relacionamentos. Toda mulher deveria ter garantidos apoio médico e psicológico para passar com mais tranquilidade pelos inúmeros desafios da menopausa. Além disso, deveria poder contar com a compreensão dos companheiros e de sua família para o fato de estarem passando por uma fase em que se sentem tão vulneráveis.

À parte das enormes provocações à nossa alma e corpo físico que acompanham a maturidade, é extremamente importante lembrar que junto com as agruras da menopausa, vêm as inevitáveis e saborosas conquistas. Mulheres maduras podem e devem apaixonar-se perdidamente, por si mesmas, por um outro alguém, por uma nova profissão, por uma atividade física divertida e desafiadora, por um talento desconhecido, por lugares nunca visitados, pelo mundo, pela vida. Mulheres maduras são donas de um encanto que só os mais sensíveis e atentos conseguirão admirar. Elas conhecem quem são, sabem o que querem, como querem; e aprenderam que a maior beleza da história de cada um está, justamente, na liberdade de viver em constante transformação.

Existe vida além da menopausa – Ana Macarini


“Tu és a minha lâmpada, ó Senhor! O Senhor ilumina-me as trevas.”

2 Samuel 22:29        

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017



Tem a ver com o peito, mas o que dói é o cotovelo.

É cientificamente comprovado, somos 70% água. 
Exceto eu, que estou toda mágoa.

não é dos espertos


“O mundo é dos espertos”, me disseram um dia, ou rolou numa conversa da qual eu participava talvez sem prestar muita atenção. Fiquei pensando nisso, e repensei muitas vezes nestes tempos bizarros em que o pano se abre, e o cenário é de que (quase) todo mundo era corrupto, (quase) todos com rabo preso, e se todos fossem apanhados na Lava-Jato (anda quietinha demais...) não sobraria quem nos liderasse.

Claro que não é bem assim, mas que as coisas andam mal, andam. Porém, há luz no fim do túnel ou já pelas beiradas do horizonte: nunca tanta gente importante foi presa, nunca tanta realidade vergonhosa foi exposta, nunca tivemos tanta esperança de que desta vez a coisa vai. Diante do fato de estarmos quase todos tão empobrecidos, calculando cada real, encolhendo os gastos mesmo não exagerados, repensando as idas ao cinema, cortando aquelas ao restaurante, irritados quando chegam as contas normais e tensos ao entrar no internet banking, acho que somos, sim, bastante corajosos. Pois continuamos vivendo. E não nos vendemos.

Vamos ao trabalho, almoçamos a marmita (neste universo dietético, até virou moda, pode ser marmita chique...), brincamos com filhos e netos, tentamos frear o mau humor porque mulher ou marido não têm culpa, e de repente, numa esquina, numa praça, respiramos fundo e olhamos uma árvore florida, ou abrimos a cadeira de praia na areia (ninguém é de ferro) e aspiramos fundo aquele cheiro de mar e aquele azul cristalino: nossa! A vida ainda pode ser boa.

Mas se a gente não cuida, se a gente não reúne alguma coragem, estes serão tempos de queixas intermináveis e infinitas aflições. Muitas vezes constrangida com o noticioso brasileiro, eu entrava na CNN, na BBC, e outras. O que no começo parecia piada (Trump? Essa é boa! Nem pensar!) se tornou realidade, e uma primeira coletiva nos deixou boquiabertos. Poxa, esse é o novo presidente dos States? E agora, e agora?

Então a gente reaprende o valor das pequenas coisas, como aquela árvore florida, aquele cheiro de maresia, aquele filho ou neto que passou no vestibular, a mulher ou marido que nos recebe com um sorriso e um abraço sem maior razão a não ser a do bem-querer. Um bom filme na tevê. Uma página instigante do novo livro (que ainda pode custar menos que uma ida à lanchonete). Sei lá. Até um sonho daqueles em que retornamos a algum lugar e momento da infância, da juventude, de apenas outro dia, e sentimos de novo todo aquele encantamento.

Se a gente não ficar pessimista demais, chata demais, burra demais, podemos ainda encontrar lá no fundo a coragem de abrir a janela, abraçar o mundo, curtir a vida do jeito que ela é, e agradecer. A quem? Sei lá, depende de cada um. A Deus, aos deuses, à vida, ao destino, a nós mesmos – que conseguimos tanto em meio a tanta confusão e carência: conseguimos ser pessoas legais, gerar sujeitos decentes, ter bons amigos, realizar um trabalho honrado, andar de cara limpa e cabeça erguida, e ainda, no fundo mais fundo, embalar sonhos. Como quem planta flores aparentemente inúteis num vasinho na sacada, e, vejam só, dizemos rindo, elas desabrocharam!

E ainda temos este luxo: a sensação incrível de que o mundo não é dos espertos, é dos corajosos.


Dêem graças em todas as circunstâncias (...)

1 Tessalonicenses 5:18

sábado, 21 de janeiro de 2017



“O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. 
Quem é capaz de compreendê-lo?” 

(Jeremias 17:9)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017



É no infinito que eu vejo a exuberância


#calor
O sol é para todos, 
a sombra é para poucos, 
o ar condicionado é para quem pode.

prego e parafuso


Homem decide e pronto. Não olha para trás. Não faz repescagem. Pode ter vacilado, mas quando define uma posição assume e dificilmente entra em parafuso. Homem é prego, não fica girando nos mesmos temas. Óbvio que se arrepende, mas transforma o erro em silenciosa culpa e resignação. O orgulho não permite que se transforme em caranguejo. Voltar em suas considerações tem um preço alto demais para quem foi criado a não pedir ajuda.

Já a mulher, mesmo quando decide, não termina a dúvida. Continua com o dilema. Diz sim ou não, porém prolonga o plenário com as amigas. Sua resposta é provisória e apenas o início de uma longa conscientização. Acredita que pode pensar com calma, não se prendendo ao tempo. A data de validade de suas opções é eterna.

A preferência pela comédia romântica, recheada de vaivéns, desencontros e lacunas amorosas, é a prova de sua alma irresoluta. Não gosta de histórias fáceis e lineares – prioriza a superação de tabus e preconceitos.

A questão é que ela não encerra qualquer coisa que já foi discutida, o que enlouquece a ala masculina. Voltará com aquele ciúme explicado ou aquela cisma esclarecida.

Ela compra uma roupa e demora um mês para tirar a etiqueta mantendo intacta a possibilidade de troca. Cria uma ronda para ouvir diferentes contrapontos após o seu ultimato. Por isso nunca tem o rosto tranquilo de um destino convicto, mas sempre a intensidade febril de quem está optando. Pode ser uma incerteza de um mês ou de um ano, não apaga jamais o potencial de escolha. Deixa a porta entreaberta para liminares e mandados de segurança.

A cabeça feminina é um julgamento perpétuo do que deve ser. Não há o descanso da derrota e a comemoração definitiva da vitória. Está sempre reabrindo dilemas e cavando encruzilhadas.

Nunca confie que ganhou alguma causa com ela. O balbucio afirmativo do casamento será posto à prova na convivência, assim como uma viagem ou uma proposta de trabalho. Não há questões fechadas. Aceita primeiro para depois pensar melhor com os seus grupos. Coloca a esperança em xeque em nome do realismo.

Pensamento do homem quando morre é enterrado, tem velório e missa de sétimo dia. Pensamento da mulher quando morre ressuscita e tira as pedras do caminho.

Homem é ponto final, mulher é reticência.

Homem diz amém, a mulher diz “pois é”. São religiões diferentes.


“O que Ele abre ninguém pode fechar, 
e o que Ele fecha ninguém pode abrir.”

Apocalipse 3:7

terça-feira, 17 de janeiro de 2017


Em algum lugar de alguma selva, alguém comentou:
- Como os civilizados são esquisitos... Todos têm relógios, ninguém tem tempo.

__Eduardo Galeano

#renovação

Se você não acreditar naquilo que você é capaz de fazer; quem vai acreditar?
Dizer que existe uma idade certa, tempo certo, local certo, não existe.
Somente quando você estiver convicto daquilo que deseja e esta convicção fizer parte integrante do processo.
Mas quando ocorre este momento? Imagine uma ponte sobre um rio.
Você está em uma margem e seu objetivo está na outra.
Você pensa, raciocina, acredita que a sua realização está lá.
Você atravessa a ponte, abraça o objetivo e não olha para traz.
Estoura a sua ponte.

Pode ser que tenha até dificuldades, mas se você realmente acredita que pode realizá-lo, não perca tempo: vá e faça.
Agora, se você simplesmente não quer ficar nesta margem e não tem um objetivo definido, no momento do estouro, você estará exatamente no meio da ponte.
Já viu alguém no meio de uma ponte na hora da explosão… eu também não.
Realmente não é simples.

Quando você visualizar o seu objetivo e criar a coragem suficiente em realizá-lo, tenha em mente que para a sua concretização, alguns detalhes deverão estar bem claros na cabeça ou seja, facilidades e dificuldades aparecerão, mas se realmente acredita que pode fazer, os incômodos desaparecerão.
É só não se desesperar.
Seja no mínimo um pouco paciente.
Pois é, as diferenças básicas entre os três momentos são:

Estourar a ponte antes de atravessá-la: Você começou a sonhar… sonhar… sonhar! De repente, sentiu-se estimulado a querer ou gozar de algo melhor.
Entretanto, dentro de sua avaliação, começa a perceber que fatores que fogem ao seu controle, não permitem que suas habilidades e competências o realize.
Pergunto, vale a pena insistir?
Para ficar mais tangível, imaginemos que uma pessoa sonhe viver ou visitar a lua, mas as perspectivas do agora não o permitem, adianta ficar sonhando ou traçando este objetivo?
Para que você não fique no mundo da lua, meio maluquinho, estoure a sua ponte antes de atravessá-la, rompa com este objetivo e parta para outros sonhos!

Estourar a ponte no momento de atravessá-la: Acredito que tenha ficado claro, mas cabe o reforço.
O fato de você desejar não ficar numa situação desagradável é válido, entretanto você não saber o que é mais agradável, já não o é! Ou seja, a falta de perspectiva nem explorada em pensamento, não leva a lugar algum. Você tem a obrigação consciencional de criar alternativas melhores.
Nos dias de hoje, não podemos nos dar ao luxo de sair sem destino.
O nosso futuro não é responsabilidade de outrem, nós é que construímos o nosso futuro. Sem desculpas, pode começar…

Estourar a ponte depois de atravessá-la: No início comentei sobre as pessoas que realizaram o sucesso e outras que não tiveram a mesma sorte.
Em primeiro lugar, acredito que temos de definir o que é sucesso.
Sou pelas coisas simples, sucesso é gostar do que faz e fazer o que gosta.

Tentamos nos moldar em uma cultura de determinados valores, onde o sucesso é medido pela posse de coisas, mas é muito mesquinho você ter e não desfrutar daquilo que realmente deseja.
As pessoas que realizaram a oportunidade de estourar as suas pontes de modo adequado e consistente, não só imaginaram, atravessaram e encontraram os objetivos do outro lado.
Os objetivos a serem perseguidos, foram construídos dentro de uma visão clara do que se queria alcançar, em tempo suficiente, de modo adequado, através de fatores pessoais ou impessoais, facilitadores ou não, enfim o grau de comprometimento utilizado para a sua concretização.

A visão sem ação, não passa de um sonho.
A ação sem visão é só um passatempo.
A visão com ação pode mudar o mundo.


“Mas os que esperam no SENHOR renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.” 

Isaías 40:31

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017


Ganhei muito quando perdi.
Mas só o tempo me revelou.
A dor do instante me privava de ver.

Ahhh, o tempo...



“Que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica, nem com balanças, nem barômetros. 
Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós.”


E da janela do quarto, vendo uma vida de estrelas passarem por seus olhos, algo lhe dizia:

- Tá vendo aquele mundo lá fora? É seu, vai pegar.


“Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más.” 

(João 3:19)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

marido rico


Uma moça escreveu um e-mail para o jornal pedindo dicas sobre “como arrumar um marido rico”.
Contudo, mais inacreditável que o “pedido” da moça, foi a disposição de um rapaz que, muito inspirado, respondeu à mensagem, de forma muito bem fundamentada.

E-mail da moça:
“Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste jornal, ou alguma mulher casada com alguém que ganhe isso e que possa me dar algumas dicas?

Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso. E 250 mil por ano não vão me fazer morar em Central Park West.

Conheço uma mulher (da minha aula de ioga) que casou com um banqueiro e vive em Tribeca! E ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente.

Então, o que ela fez que eu não fiz? Qual a estratégia correta? Como eu chego ao nível dela? 
(Raphaella S.)”

Resposta do Editor do Jornal:
“Li sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação.

Primeiramente, eu ganho mais de 500 mil por ano. Portanto, não estou tomando o seu tempo a toa…

Isto posto, considero os fatos da seguinte forma: Visto da perspectiva de um homem como eu (que tenho os requisitos que você procura), o que você oferece é simplesmente um péssimo negócio.

Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples, proposta clara, sem entrelinhas : Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro.

Mas tem um problema. Com toda certeza, com o tempo a sua beleza vai diminuir e um dia acabar, ao contrário do meu dinheiro que, com o tempo, continuará aumentando. Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos. E você não somente sofre depreciação, mas sofre uma depreciação progressiva, ou seja, sempre aumenta!

Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5 ou 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. E no futuro, quando você se comparar com uma foto de hoje, verá que virou um caco.

Isto é, hoje você está em ‘alta’, na época ideal de ser vendida, mas não de ser comprada.

Usando o linguajar de Wall Street , quem a tiver hoje deve mantê-la como ‘trading position’ (posição para comercializar) e não como ‘buy and hold’ (compre e retenha), que é para o que você se oferece…

Portanto, ainda em termos comerciais, casar (que é um ‘buy and hold’) com você não é um bom negócio a médio/longo prazo! Mas alugá-la, sim! Assim, em termos sociais, um negócio razoável a se cogitar é namorar. Cogitar… Mas, já cogitando, e para certificar-me do quão articulada, com classe e maravilhosamente linda’ seja você, eu, na condição de provável futuro locatário dessa ‘máquina’, quero tão somente o que é de praxe: fazer um ‘test drive’ antes de fechar o negócio… podemos marcar?”

(Philip Stephens, Associate Editor Of The Financial Times – Usa)



“Não julguem, para que vocês não sejam julgados.”

 - Mateus 7:1

terça-feira, 10 de janeiro de 2017



O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás…
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem…
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras…
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo…

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender …

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar …
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar…


“O amor infinita as pessoas na gente” 
___Lucão

Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; - Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. - Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. 

Mateus 5:14-16

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017


 Sobre o vivido que não edificou,
sobre a mágoa que restou,
sobre a palavra que feriu a alma,
é sábio depositar a pedra do esquecimento.


E Deus escrevendo certo pelas nossas linhas que se não fossem tão tortas,
não teriam se cruzado.


#vida que segue!

“Ele fortalece ao cansado e dá grande vigor ao que está sem forças.”

Isaías 40:29

domingo, 8 de janeiro de 2017



“O pior tipo de estranho é aquele que um dia você conheceu.”

dor de estimação


Noto pessoas comprometidas com a dor.

Por mais que alguns caminhos apontem para horizontes com menos nebulosidade, há um caso sério com a dor. Uma íntima convivência da qual elas não querem abrir mão.
Se fosse um status seria: “vivendo um relacionamento sério com a minha dor.”

Tudo e qualquer sujeito que tente chamar sua atenção para as amarras será defenestrado. Afinal, há ali, embora sangrando, uma estranha zona de conforto que as consome, ao viverem por um triz.

Quem tem a dor como companheira de estimação não aceita questionamentos.
O passado justifica a vitimização do presente e impede o futuro.
A dor passa a sujeito da ação. É ela quem comanda tudo. É ela quem faz as escolhas.
Na escola da dor, a autocomiseração é fundamental para retroalimentar o que passou; porque o que passou nunca passa.
Se passasse seria como se a pessoa perdesse parte da história.
Elas precisam ouvir que são amadas em quantidades industriais.
Não lhes basta o amor. Ele precisa ser dito e redito. Repetido à exaustão. Até que o amigo se canse. Até que a pessoa consiga se autossabotar, a ponto de fazer com que todos desistam dela, assim como ela.

Por que tanto desamor por si mesma?

Talvez porque amar a si mesma não lhe proporcione o sentimento de anulação, de abnegação, e disso depende a manutenção da sua dor como via de uma estrada sem sinalização, sem rota e sem radar.

Qualquer placa que indique um novo caminho é rechaçada.
Isso tudo porque atualizar a identidade dá muito trabalho e viver sem a dor de estimação pode ser muito leve, e leveza não é bem o sentimento mais conhecido para quem vive de lamber suas próprias feridas.

|Cláudia Dornelles|

08/01 - dia do fotógrafo


“Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.” 

2 Timóteo 1:7

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017


É impossível amar em segredo,

Todo amor é escandaloso!

“Meu coração é muito João Bobo....
A pessoa chuta e ele fica de pé rapidinho pra apanhar mais.” 

metade da vida


Costumo ser ágil, focada, proativa. Me desembaraço fácil das pequenas mazelas cotidianas, não fico valorizando encrencas. Mas, quando tenho que tomar uma decisão menos corriqueira, aí paro e penso. Dependendo do que for, penso por dias, penso por meses. Se for uma decisão séria mesmo, rumino até a exaustão. Perco algum tempo, é verdade, mas, em contrapartida, raramente me arrependo dos meus atos, das minhas aquisições e das minhas guinadas. Não nasci para avançar duas casas e retroceder quatro. Nasci para avançar uma casa de cada vez, cautelosamente.

Só que cautela é uma coisa, medo é outra. O medo paralisa por muito mais do que semanas e meses. Tem gente predisposta a uma virada, mas antes espera a bênção de Deus, espera a situação ficar mais favorável, espera passar o Natal, espera o ok dos astros, espera ter mais certeza, espera aparecer a coragem, só que coragem não aparece, coragem se cria. O que a pessoa está esperando, na verdade, é por uma chance de transferir a responsabilidade do seu ato. Está esperando que o destino se encarregue da mudança para não precisar assumir ela própria as consequências de sua decisão. E, por causa dessa protelação descabida, quando dá por si, descobre que já passou metade da vida.

Não dá para esperar metade da vida para realizar um sonho, metade da vida para resgatar a liberdade, metade da vida para assumir seus desejos mais profundos. Metade da vida é tempo demais, metade da vida pode significar uns 20 anos. Levar décadas para mudar uma situação significa ficar mais tempo gestando a tal nova vida do que a vivendo de fato.

Essa consciência de que não se pode mais adiar coisa alguma surge muito claramente quando atingimos a meia-idade, que é variável – cada um pressente quando alcançou a sua. Estou em plena vigência da minha (é, ainda) e convivo com outros em igual período, todos confirmando que é uma etapa efervescente e fértil, adequada para fazer planos, virar mesas, recomeçar do zero, acreditar em si de uma maneira renovada e alegre. Querendo ou não, todos nós passamos metade da vida procurando entender quem realmente somos, mas será que ainda somos? Talvez devêssemos trocar o tempo desse verbo: quem éramos. Nossos pais, amigos e parceiros conjugais esperaram muito de nós, e fizemos o possível para atendê-los, porém, agora, ninguém espera mais nada de nós, e nós não esperamos mais nada de nada. Ou a gente ousa, ou morre.

Que não gastemos tanto tempo para escolher entre essas duas alternativas. Morrer é vegetativo, ousar é vertiginoso.