"Ando no rastro dos poetas, porém descalça... Quero sentir as sensações que eles deixam por ai"



segunda-feira, 30 de setembro de 2013

profundo!


descascando cebolas
pensei em você
chorei...

| Michel Melamed |


Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. 
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy
e muito mais livre para ir e vir.


Quando setembro flor-ido, primavirá o verão!


Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, 
que sociedade tem a justiça com a injustiça? 
E que comunhão tem a luz com as trevas? 

2 Coríntios 6:14

sábado, 28 de setembro de 2013

parabéns, Campo Belo... feliz-cidade!

Todos caminhos trilham pra a gente se ver
Todas trilhas caminham pra gente se achar 
                                      (Tudo diferente / Maria Gadú)

Minha terra

Todos cantam sua terra
Também vou cantar a minha
Nas débeis cordas da lira
Hei de fazê-la rainha.
– Hei de dar-lhe a realeza
Nesse trono de beleza
Em que a mão da natureza
Esmerou-se em quanto tinha.
-
Tem tantas belezas, tantas,
A minha terra natal,
Que nem as sonha o poeta
E nem as canta um mortal!
– É uma terra encantada
– Mimoso jardim de fada –
Do mundo todo invejada,
Que o mundo não tem igual.

| Casimiro de Abreu |

Campo Belo está fazendo hoje 134 anos.
É a cidade onde nasci, cresci, casei (e mudei), voltei.
Campo Belo é a minha casa, a minha terra, o meu endereço no mundo.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013


Não é nenhuma novidade que dinheiro, viagens, status, beleza e outras coisinhas mundanas são sonhos de consumo de muita gente, mas não dão sentido à vida de ninguém.
A única coisa que justifica nossa existência são as relações que a gente constrói.
Só os afetos é que compensam a gente percorrer uma vida inteira sem saber de onde viemos e para onde vamos.
Diante da pergunta enigmática - por que estamos aqui? - só nos consola uma resposta: para dar e receber abraços, apoio, cumplicidade, para nos reconhecermos um no outro, para repartir nossas angústias, sonhos, delírios.
Para amar, resumindo.


Com o tempo a gente aprende que atenção, carinho e blush tem que ser na medida certa.
Se não, a gente acaba de palhaça.


Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. 

2 Coríntios 5:17

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

no final dá tudo certo!


Um dia vai dar certo, ah vai. Mas antes disso vai dar tudo errado. Tudo. 
Você vai se decepcionar com as pessoas que mais gosta. 
Vai tirar notas ruins mesmo tendo passado a noite estudando. 
Vai brigar com a sua mãe. 
Vai cortar o cabelo e achar que ficou horrível. 
Vai ver o namorado com a sua melhor amiga. 
Vai perder pessoas que ama. 
Vai cair de cara no chão. De novo. E de novo. 
E quando você não tiver mais forças pra se levantar, vai aparecer alguém pra dar a mão e te levantar. 
É ele. Deu certo.



Satânico é meu pensamento a teu respeito e ardente é o meu desejo de apertar-te em minhas mãos, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem.

A noite era quente e calma e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente, te aproximaste.
Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor!
Percebendo minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares.
Eu adormeci.

Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão.
Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama te esperar…
Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força.
Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos.
Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo.
Só assim, livrar-me-ei de ti, pernilongo filho da puta!





Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.

2 Coríntios 4:18

terça-feira, 24 de setembro de 2013


Voltar com seu (sua) ex-namorado(a) é a mesma coisa que comprar um carro usado que já foi seu. 
Volta com os mesmos defeitos e mais rodado.


Um dia ouvi que eu era a pessoa mais importante para alguém. 
Na época, aquilo era essencial para mim: ser promovida pela reciprocidade. E o tempo, imperador dos destinos todos, desgastou os mármores, mas manteve intacto aquele amor: ele sobreviveu à relação finda. E eu perdera o meu alto cargo de importância para aquele alguém. 
Convalescente, mas em recuperação da suposta infelicidade de um ego magoado, tive que descobrir outra forma de amor: uma espécie rara que dá perenidade ao bem-estar e põe o ego em seu lugar. 
Eu me tornei a pessoa mais importante para mim. Quem poderia me tomar isto? O tempo?
Hoje, as pessoas vão e vêm. Recebo-as, rejeito-as, tolero ou amo. A poesia não me tira os sentimentos vis, nem as doçuras de um ser humano. 
Um dia me chamaram de radical. Aceitei: só eu sei a importância que as coisas têm para mim e o propósito de mantê-las ou não na minha vida. 
Em outra ocasião, me chamaram de amorosa. Compreendi: pessoas amoráveis extraem o que tenho de melhor. 
Já me disseram que pareço um personagem. Entendi: sendo povoada por tantas, quão imprevisível posso ser na liberdade que me permito ter. 
Não me importo com o que julgam, sempre serei espelho e sempre terei o outro como meu espelho. Somos extensão. Estejamos ou não em harmonia ou comunhão, dedico carinhosamente o meu tempo compartilhando minha nudez. 
Aos que veem máscaras e vestes, sou impotente a estas leituras. 
Aos que veem generosidade e amparo, sou impotente à beleza que me dão. 
Sou impotente ao olhar alheio. 
Não tenho o controle de absolutamente nada, mas o meu trabalho consiste em eu não me rejeitar.

Diariamente eu fortaleço minha autoestima assim:
Hoje, nem que seja apenas hoje, eu sou a pessoa mais importante para mim.

Que assim eu esteja.
Que assim seja.


Ou você abre seu coração, ou algum cardiologista o fará por você!

______Deepack Chopra


#rdb:
Rever nossos pensamentos, sentimentos, ações... 
Eliminar e vencer batalhas internas, medos
Perdoar, deixar ir mágoas, ressentimentos, rancores.
Para isto devemos abrir nossos corações. 


Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. 
Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; 

2 Coríntios 4:8-9

segunda-feira, 23 de setembro de 2013


Sejamos como a primavera que renasce cada dia mais bela… Exatamente porque nunca são as mesmas flores.


Sapatos são - para as mulheres - mais que simples acessórios. Um tipo de intensificador de auto-estima... Algo como ter um Brad Pitt à tiracolo. 
Exagero? Ah, não sei não. 
Estou numa época que prefiro um bom sapato a um homem mais ou menos. Pelo menos o sapato aumenta minha autoconfiança e eu sei exatamente onde ele irá me machucar. 

Pequenas obsessões existem para darmos folga às nossas preocupações. 
Afinal, somos mulheres ou o quê?

somos assim...



Sonhamos o vôo, mas tememos as alturas.
Para voar é preciso amar o vazio.
Porque o vôo só acontece se houver o vazio.
O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas.

Os homens querem voar, mas temem o vazio.
Não podem... viver sem certezas.
Por isso trocam o vôo por gaiolas.
As gaiolas são o lugar onde as certezas moram.

É um engano pensar que os homens seriam livres se pudessem, que eles não são livres porque um estranho os engaiolou, que se as portas das gaiolas estivessem abertas eles voariam.
A verdade é o oposto.
Os homens preferem as gaiolas ao vôo.
São eles mesmos que constroem as gaiolas onde passarão as suas vidas.


Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. 
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. 
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. 
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. 
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; 
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; 
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

1 Coríntios 13:1-7

sábado, 21 de setembro de 2013

yes, i love coca-cola


Coca-Cola também desentope o que tá entalado na garganta?



Mais dois homicídios em CBelo essa noite.
Tudo isso acontecendo e eu aqui tentando entender como o rato foi parar lá dentro...

“o lado Coca-Cola da vida”


Quando nascemos fomos programados
a receber o que vocês
nos empurraram com os enlatados
dos U.S.A., de nove as seis.

Desde pequenos nós comemos lixo
comercial e industrial
mas agora chegou nossa vez
vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês

Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola

Depois de 20 anos na escola
não é difícil aprender
todas as manhas do seu jogo sujo
não é assim que tem que ser

Vamos fazer nosso dever de casa
e aí então vocês vão ver
suas crianças derrubando reis
fazer comédia no cinema com as suas leis 

______ Geração Coca-cola / Legião Urbana
(a imagem é apenas para registrar o momento atual. 
Falem mal, falem bem... amo esse refri)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013


Tem gente que pensa que eu me acho. 
Ingênuos, mal sabem que eu só me perco.

Case com um homem que saiba cozinhar porque a beleza acaba. 
A fome, não.

“Andamos tão desencantados que ser decente parece virtude, ser honesto ganha medalha e ser mais ou menos coerente merece aplausos.”


Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. 

1 Coríntios 10:13

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

comando de voz


Sei de uma moça que, aos 30 anos, trabalhava numa empresa e foi promovida a um cargo de direção. De índio passou a cacique, e todos os seus colegas a cumprimentaram, mas a partir dali começava sua despedida da profissão que escolhera: logo percebeu que não sabia mandar. Sentia-se constrangida com a liderança concedida. Não tinha voz firme para ordenar isso ou aquilo, para lidar com subordinados. Descobriu que estar no topo de uma hierarquia não era para o bico dela. Então, juntou seus pertences e saiu pela porta, dando adeus ao emprego e encerrando uma carreira que havia sido promissora até ali.
Mudou radicalmente de vida: virou colunista de jornal, passou a trabalhar em casa e viveu feliz para sempre até semana passada, quando leu uma reportagem sobre o lançamento de um novo smartphone que funciona com comando de voz. Ela não é fanática por gadgets, não tem smartphone, só um celularzinho mequetrefe, mas sabe que a tecnologia avança rapidamente para esse novo modelo de acessibilidade: em breve não será preciso mais nem tocar nos telefones. Bastará ordenar: “Ligar para Mariana” ou “navegar para o aeroporto”.
Em casa, a mesma coisa: “Acender a luz”. “Apagar a tevê.” “Água quente.” “Mais quente.” “Menos.” “Mais.” “Perfeito, obrigada.”
No carro: “Abrir a porta”. “Ligar o rádio.” “Arrancar.” “Frear, frear!”.
Está nascendo uma nova geração de líderes. Aos dois anos de idade, a criança já estará dando ordens aos objetos, falando com lâmpadas, chuveiros, geladeiras, notebooks. Aparelhos reconhecerão o nosso timbre vocal. Assim é que vai ser.
A tal moça, que já dava como superada a questão de não saber mandar, está ficando preocupada. Lá vem o problema da hierarquia outra vez. Ela é alérgica a autoridade. Tocar levemente nos objetos para que funcionem sempre lhe pareceu eficiente e educado. Até com o marido dá certo: basta um toquezinho no seu braço e ele acorda, ele para de falar alto, ele diminui a velocidade, ele presta atenção em quem entrou na sala. Com os objetos, a mesma coisa. Interruptores, teclas, trincos, torneiras, controles remotos – um toque com os dedos, e eles fazem sua parte sem que ela precise dizer nada. A vida funcionando num silêncio respeitoso.
Porém, em breve, ela terá que falar sozinha como se fosse maluca. “Acender.” “Apagar.” “Abrir.” “Trocar de faixa.” “Fechar as cortinas.” “Programar despertador.” Ela espera que não seja tão rápido. Talvez leve, sei lá, uns 10 anos para a rotina do ser humano entrar nessa esquizofrenia, mas no fundo ela já entendeu que não há como lutar contra o progresso – ou ela adere, ou junta seus pertences e, de novo, procura a porta de saída.
Hoje, no comando de voz, o senhor Celso de Mello. Ao decidir se cabe reexaminar as acusações contra os mensaleiros, ele poderá inaugurar uma nova era no país ou manter a impunidade e a desesperança de virmos a ser, um dia, uma nação respeitada. Basta que ele diga “Não”. Cruzemos os dedos. 
|̲̅<̲̅Θ̲̅>̲̅|
Então...
Com seu voto de minerva, o ministro disse “sim” para novo julgamento
dos condenados no mensalão.

♫ Quem quer pizza, quem quer pizza, quem quer pizza
Que tá quentinha, tá quentinha, tá quentinha
Tão gostosinha, gostosinha, gostosinha
Quero mais uma, mais uma ♪

(Xuxa - Quem quer pão?)

troco pessoas falsas por...


... ah, pode levar de graça mesmo!




Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.

1 Coríntios 10:12

quarta-feira, 18 de setembro de 2013


Que a estrada se abra à sua frente,
que o vento sopre levemente em suas costas,
que o sol brilhe morno e suave em sua face,
que a chuva caia de mansinho em seus campos,
e, até que nos encontremos, de novo...
que Deus lhe guarde nas palmas de suas mãos!



#rdb:
Essa prece vai para uma pessoa muito especial que faz 12 anos hoje.

Parabéns e feliz aniversário, Dedé!
Desejo a você uma vida repleta de boas surpresas e muitas alegrias.

Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá.
Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.
Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos.
Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu.
As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.
O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o!

Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave!
Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa.

Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega à parte alguma sem ela.
Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.
Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.
Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.
Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.
Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.
Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.
Olhe para o lado, alguém precisa de você.
Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.
Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.
Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o!

“Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada”.


Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. 
Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.

1 Coríntios 6:12

terça-feira, 17 de setembro de 2013

da arte de engolir sapos


Ter um cãozinho, um gato ou um coelho como bichinho de estimação, tudo bem. Mas se o menino quisesse ter um sapo como bichinho de estimação, os pais tratariam de levá-lo logo a um psicólogo para saber o que havia de errado com ele. Sapo é bicho de pesadelo.

Nas estórias infantis, a bruxa poderia ter transformado o príncipe numa girafa, num tatu ou num gato. Escolheu transformá-lo no mais nojento, um sapo. E há aquela estória em que o sapo queria dormir na cama com a princesinha. Tão horrorizada ficou de ter de dormir com um sapo que ela, para evitar os beijos e seus desenvolvimentos inevitáveis, pegou-o pela perna e o jogou contra a parede. Esse ato teve efeito mágico pois que, ao cair no chão, o sapo transformou-se em príncipe. 
Já aconselhei pessoas a lançar contra a parede seus sapos e sapas conjugais, para ver se o contra-feitiço funciona também para os humanos. Parece que não.

O horror do sapo parece também numa sugestiva expressão popular: “ter de engolir sapo”. Não existe nada mais nojento que sapo.
Não há forma de engolir sapo com prazer. Engolir um sapo é ser estuprado pela boca. 

Há pessoas que engolem sapos por medo. Bem que seria possível evitar a repulsiva refeição, mas elas preferem engolir o sapo a enfrentá-lo. Não têm coragem de pegá-lo e jogá-lo contra a parede. 

Muitos dos sintomas neuróticos que afligem as pessoas resultam de sapos engolidos e não digeridos.
Ninguém engole sapo de livre vontade. Engole porque não tem outro jeito. Tem sempre alguém que nos obriga a engolir o sapo, à força. 

A pessoa que nos obriga a engolir o sapo, a gente nunca mais esquece. Diz a Adélia que “aquilo que a memória amou fica eterno”. Aí eu acrescento algo que aprendi no Grande Sertão. Conversa de jagunços matadores. 
Diz um: “Mato mas nunca fico com raiva”. 
Retruca o outro, espantado: “Mas como?” 
Explica o primeiro: “Quem fica com raiva leva o outro para a cama.” 

É isso. A gente leva, para a cama, a pessoa que nos obrigou a engolir o sapo. A raiva também eterniza as pessoas. Não adianta falar em perdão. A gente fica esperando o dia em que ela também terá de engolir um sapo. Ou como dizia uma propaganda antiga de loteria, a gente reza: “O seu dia chegará...”


Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?

1 Coríntios 3:16

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

mais um ano


O que você faz em um ano?

Em um ano a gente cria, recria, destrói.
Em um ano descobrimos uma nova habilidade. Mudamos de emprego.
Conhecemos lugares, pessoas.
Em um ano cursamos aquela especialização.
Mudamos a cor do cabelo. Perdemos cabelo.
A gente engorda. Emagrece. Ganha celulite.
Em um ano descobrimos novos mundos, novas sensações, novos sentimentos.
Nos apaixonamos. Desapaixonamos. Apaixonamos de novo. Às vezes por pessoas diferentes. Às vezes pela mesma pessoa.
Mudamos de casa. De cidade. Mudamos a forma de pensar.
Em um ano fazemos amigos pra vida inteira. E conhecemos gente de nunca mais.
Em um ano você paga a TV nova. Troca de carro.
Em um ano se nasce, se renasce. Morre.
Em um ano você perde. Ganha. Perde de novo.
E choramos. E rimos. E aprendemos um pouco.
Desperdiçamos um pouco de tempo. Machucamos alguém.
Em um ano você esquece um amor. E encontra outro. Ou não.
A gente muda. A gente aprende.
Perdemos velhos medos. Encontramos novos. Redescobrimos gostos.

Um ano...
O que você fez em um ano?



#rdb:
Este é um post comemorativo, em que agradeço grandemente 
ao Pai do céu pela vida do Júnior.

Ele é uma dádiva de Deus para mim... 
é um milagre maravilhoso do Senhor na minha vida. 

Parabéns, filho, por mais um ano de vida!
Que o Senhor continue te abençoando, sustentando e te dando oportunidades
de crescimento e aprendizado.
Que a cada passo, Deus te conduza.
Que todos os seus sonhos floresçam!


Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão.

Salmos 127:3

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

do prazo de vaidade



Fazer aniversário é muito legal. Em primeiro lugar, porque é uma oportunidade ímpar para se empanturrar de brigadeiro, bolo, coxinha e bolinha de queijo – na minha opinião, um salgadinho que deveria ser tombado como patrimônio cultural da humanidade pela Unesco.

Os aniversários fazem a gente pensar sobre carboidratos e sobre o tempo. Sobre como a gente o emprega, sobre o tempo que falta, sobre o tempo que foi, sobre o tanto de coisas que a gente pode fazer com o tempo de que dispõe, sobre quantas bolinhas de queijo a gente pode comer nesse tempo todo…

Confesso que não entendo muito o pessoal que tem pavor de aniversário. Sei que minha pouca idade não me chancela a falar com muita autoridade, mas acho que a comemoração de mais um ano de existência é muito legítima. Viver é muito bom, mas ninguém disse que é fácil e Hey! você conseguiu durar mais 365 dias! É mais um ano todinho de você, vamos comemorar!

Rugas vêm, por mais que a gente use protetor solar e beba bastante água. Sendo assim tão inevitáveis, por que então lutar contra elas? Que sejam testemunhas das risadas que dei com meus amigos, das preocupações que tive com os problemas que resolvi, dos porres que não deveria ter tomado e de tantas outras coisas que ainda me esperam.

Agora, dá licença que vou comprar uma dúzia de bolinhas de queijo!

---------- Eu, alguns anos atrás não pensava sobre o tempo que restava, hoje já penso.
Mas não vamos ter medo do tempo, não.
Vamos jogar do lado dele.
Vamos comemorar nossos aniversários no sentido de celebrar “a vida”!
E que a vida nos seja longa e leve.

***
Não acredito em superstição, mas para quem acredita:
Saia da cama com o pé direito, faça figa para trazer sorte, bata três vezes na madeira para espantar o azar, não passe embaixo de escada, coloque um amuleto no bolso e tenha uma ótima sexta feira, 13.


Eu te louvarei, porque de um modo tão admirável e maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e esmeradamente tecido nas profundezas da terra.
Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles.

Salmos 139:14-16

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

é...



Que eu tenha sempre comigo:
Colo de mãe.
Abraço apertado.
Riso de graça.
Brilho no olho.
Amor quentinho.
Tristeza que passa.
Força nos ombros.
Criança por perto.
Astral bonito.
Prece nos lábios.
Saudade mansinha.
Fé no futuro.
Delicadeza nos gestos.
Conversa que cura.
Cotidiano enfeitado.
Firmeza nos passos.
Sonhos que salvam.


Nem sempre podemos escolher a música que a vida toca. 
Mas podemos escolher o jeito de dançar...


As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. 

1 Coríntios 2:9

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

morrer com saúde


Se eu tivesse seis meses de vida, não voltaria a fumar.
Se eu tivesse seis meses de vida, não empreenderia nenhuma viagem pelo mundo.
Se eu tivesse pouco tempo de vida, não enlouqueceria a resistência com farras e bebedeiras.
Não entraria em casas noturnas para mergulhar em rodadas insanas de sexo.
Não iria surtar dobrando o colesterol e engordando nas mesas das churrascarias.
Absolutamente não me vingaria dos vícios abandonados ao longo dos anos.
Não depredaria a casa bradando justiça.
Não sairia atropelando os amigos com as vontades reprimidas.
Não realizaria catarse, libertação, desforra dos recalques.
Manteria a musculação quatro vezes por semana, continuaria não bebendo refrigerante, preservaria as caminhadas, insistiria em dormir e acordar cedo. Minha cidade me veria em seus mercados, parques, restaurantes.

Um aviso fúnebre não impactaria meus cuidados físicos.
Não lamentaria que não adiantou em nada a preocupação com o bem-estar, que fui burro me controlando.
O fim não elimina o valor das dietas que experimentei, das fisioterapias que acumulei, das restrições alimentares que adotei.

Temos a sensação de que paramos o que nos prejudica para viver mais.
Eu parei para viver melhor. Mesmo que seja por mais alguns dias.
Viver melhor para mim é viver mais.

Minha mãe de 73 anos soltou uma de suas frases sábias quando passeávamos pelas ruas da cidade.
– Quero morrer com saúde.
– Como assim? – repliquei. – O que é morrer com saúde?
– Quero morrer com forças para enfrentar a morte de igual para igual. Morrer mexendo na horta, lendo na varanda, pensando em qual filme ainda não vi. Tão triste morrer e não ter nem força para cumprimentar os anjos.

Eu também quero, mãe. Morrer bonito. Morrer com o rosto descansado e satisfeito. Morrer com um pouco de preguiça. Morrer sobrando. Morrer com a vontade de amar a mulher de noite. Morrer espiando as ofertas dos classificados, completando as palavras cruzadas do jornal. Morrer com as articulações das pernas firmes e os braços levantando o peso das frutas. Morrer sabendo o resultado de meu time e sua posição no campeonato. Morrer com confiança. Morrer respirando largamente. Morrer com a memória das datas prediletas.
Não morrer pessimista. Não morrer desesperançado. Não morrer longe de mim.
Morrer feliz com o que eu tive e fui capaz de fazer.
Morrer acenando com força na janela dos olhos de Deus.


Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes.

1 Coríntios 1:27