"Ando no rastro dos poetas, porém descalça... Quero sentir as sensações que eles deixam por ai"



domingo, 31 de outubro de 2010



sexta-feira, 29 de outubro de 2010


"A pose toda de mulher e o peso abrupto de carregar o semblante fixo de nunca mais sofrer na vida, na cara, viraram um grande dilema no meio do caminho.
Ela jurou um dia pra si mesma, e quem jura não descumpre promessa.
Mas tinha um menino no meio do caminho,
no meio do caminho tinha um menino
e sem se dar conta à primeira vista, ela parou."


“O casal perfeito talvez seja aquele que não desiste
de correr atrás do sonho e,
apesar dos pesares,
a cada dia se escolheria novamente, amém.”

Nada é pequeno no amor.
Quem espera as grandes ocasiões para provar a sua ternura não sabe amar.

(Laure Conan)

"Fico quieto.
Primeiro que paixão deve ser coisa discreta,
calada, centrada.
Se você começa a espalhar aos sete ventos, crau, dá errado.
Isso porque ao contar a gente tem a tendência a, digamos, “embonitar” a coisa, e portanto distanciar-se dela, apaixonando-se mais pelo supor-se apaixonado do que pelo objeto da paixão propriamente dito.
Quanto mais não-dita, melhor a paixão."


Estou de volta pro meu aconchego
trazendo na mala bastante saudade
Querendo
um sorriso sincero, um abraço,
para aliviar meu cansaço
e toda essa minha vontade

Que bom
poder tá contigo de novo,
roçando o teu corpo e beijando você
Prá mim tu és a estrela mais linda
seus olhos me prendem, fascinam,
a paz que eu gosto de ter.

É duro ficar sem você
vez em quando
parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
parece que eu vou mergulhar
na felicidade sem fim

(Elba Ramalho - Composição: Dominguinhos/Nando Cordel)

Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales.
Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha amada entre as donzelas.
Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os jovens.
Desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento.
O seu fruto é doce ao meu paladar.

Cântico dos Cânticos 2:1-3

quinta-feira, 28 de outubro de 2010



















Rifa-se um coração quase novo
Um coração idealista
Um coração como poucos
Um coração à moda antiga
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração que na realidade
está um pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.

Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu...

"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".

Um idealista...
Um verdadeiro sonhador.

Rifa-se um coração que nunca aprende
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.

Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.

Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.

Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.

Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos
que quase dá pra engolir as orelhas,
mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.

Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.

Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.

Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro
na hora da prestação de contas:

"O Senhor pode conferir.
Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"

Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.

Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.

Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.

Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta.

A pessoa certa faz a gente crescer


Meu amor por você me faz tão sua,
que ser minha ganhou cuidados múltiplos.

- Marianne Oliveira -


''O mundo pode continuar feio

que eu vou continuar sentindo coisas bonitas.''


O Senhor Deus me deu uma língua erudita,
para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado.
Ele desperta-me todas as manhãs,
desperta-me o ouvido para que ouça,
como aqueles que aprendem.

                                                                    Isaías 50:4

quarta-feira, 27 de outubro de 2010


''Existe alguém no mundo, nesse momento,
que poderia te ligar agora e te deixar feliz?''

Claro que existe...!

"Eu te recebo de pés descalços:
esta é minha humildade
e esta nudez de pés é a minha ousadia."


Que me desculpem os apáticos,

não tenho medo de sentir.

Eu sinto muito!

Demore seu olhar sobre mim...


"Eu gostaria de lhe agradecer pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que eu sou.
Pela sua capacidade de me olhar devagar,
já que nessa vida muita gente já me olhou depressa demais."


Desistir?

Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério.
É que tem mais chão nos meus olhos
do que cansaço nas minhas pernas,
mais esperança nos meus passos
do que tristeza nos meus ombros,
mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.

Chichê, mas tão eu!!!

Isaías 58:11


E o SENHOR te guiará continuamente,
e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos;
e serás como um jardim regado,
e como um manancial, cujas águas nunca faltam.


terça-feira, 26 de outubro de 2010

Simples...


Conheça todas as teorias,
domine todas as técnicas,
mas quando tocares uma alma humana,
seja apenas outra alma humana.

                                                                   (Carl Gustav Jung)
---
"De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):


Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."
 
 
 

“Toda vez que fraqueja ou quando as coisas estão muito secas,
ela pensa que se seus olhos não choverem,
não nasce arco-íris na alma.”

Estamos com fome de amor


Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão".
Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma.
Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos.
Chegam sozinhas. E saem sozinhas.
Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível.
E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos.
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente!
Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza?
Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra que pensar nele.
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!

"Os passos de um homem bom
são confirmados pelo Senhor,
e ele deleita-se no seu caminho.
E ainda que caia, não ficará prostrado,
porque o Senhor o sustenta pela mão."

Salmo 36:23-24


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Hoje é dia de Carpinejar...


“Liberdade na vida
é ter um amor para se prender”


- Desejo passar o resto da minha vida com você.

- Não, uma vida com você nunca será resto.



Existe um único antídoto para a falta de tempo.

Um único.

Estar apaixonado.

Esquecer de si para inventar o desejo.

O desejo transforma-se no próprio tempo.

Tudo é adiado.
 

Pior do que ciúme é a falta de ciúme.
A indiferença é uma doença muito mais grave.
Alguém que não está aí para o que faz ou não faz,
para onde vai e quando volta.
De solidão, chega a do ventre que durou nove meses.

Tão cansativa essa mania de ser impessoal no relacionamento, de ser controlado, de procurar terapia para conter a loucura.
Loucura é não poder exercer a loucura.

Permita que sua companhia seja temperamental, intensa, passional.
As consequências são generosas.
Ela suplicará o esquecimento com mimos, sexo e delicadeza.
O perdão é sempre mais veemente do que o rancor.

Repare que no início do namoro todos são descolados,
independentes, autônomos.
Aceitam ménage à trois, swing e Chatroulette.
Não caia, é disfarce, medo puro de desagradar.

Se minha namorada arde de desconfiança, agradeço.
Surgirá a certeza de que se importa comigo.

A vontade é abraçá-la com orgulho e reconhecimento,
como um aniversário secreto.
Às vezes ela cumpre seu ciúme, às vezes ela satisfaz um capricho e atende minha expectativa de ciúme.
O importante é que não falha.

Com uma mulher ciumenta ao lado nunca estaremos isolados, nunca estaremos tristes,
nunca estaremos feios.
Deixo que ela mexa em meu Orkut, deixo que ela leia meus e-mails e chamadas no celular, deixo que ela cheire as minhas camisas, deixo que ela veja meus canhotos e confira os cartões de crédito (com sua revisão, nem dependo de contador, é improvável um engano nas faturas).

Facilitarei o acesso às máquinas, devidamente abertas e ligadas em cima da mesa, e tomarei banho para não incomodar.
No jantar, esclarecerei qualquer dúvida.

Perigoso é não responder e deixar a namorada imaginar.
Entre a realidade e sua fantasia, mil vezes contar o desnecessário.
Estarei em lucro.
Não faço nem metade do que ela pressentiu.

A mulher perdigueira


Meus amigos reclamam quando suas namoradas os perseguem.
Lamentam o barraco do ciúme, a insistência dos telefonemas para falarem praticamente nada, o cerceamento dos horários.

Sempre as mesmas tramas de tolhimento da liberdade, que todos concordam e soltam gargalhadas buscando um refúgio para respirar.

Eu me faço de surdo.

Fico com vontade de pedir emprestada a chave da prisão
para passar o domingo.
Acho o controle comovente.
Invejável.

Não sou favorável à indiferença, à independência, ao casamento sartreano.
Fui criado para fazer um puxadinho, agregar família, reunir dissidentes, explodir em verdades.
Duas casas diferentes já é viagem, não me serve.

Aspiro ao casamento pirandelliano, um à procura permanente do outro.
Sou um totalitário na paixão.
Um tirano. Um ditador.
Não me dê poder que escravizo.
Não me dê espaço que cultivo.
Não me eleja democraticamente que mudo a constituição
e emendo os mandatos.

Quero uma mulher perdigueira, possessiva, que me ligue a cada quinze minutos para contar de uma ideia ou de uma nova invenção para salvar as finanças, quero uma mulher que ame meus amigos
e odeie qualquer amiga que se aproxime.
Que arda de ciúme imaginário para prevenir o que nem aconteceu.
Que seja escandalosa na briga e me amaldiçoe se abandoná-la.
Que faça trabalhos em terreiro para me assustar e me banhe de noite com o sal grosso de sua nudez.
Que feche meu corpo quando sair de casa,
que descosture meu corpo quando voltar.
Que brigue pelo meu excesso de compromissos, que me fale barbaridades sob pressão e ternuras delicadíssimas ao despertar.
Que peça desculpa depois do desespero e me beije chorando.

A mulher que ninguém quer, eu quero.
Contraditória, incoerente, descabida.
Que me envergonhe para respeitá-la.
Que me reconheça para nos fortalecer.

A mulher que não sabe amar recuando e não tolera que eu ame atrasado.
Que parcele em dez vezes seu dia, que não pague a conversa à vista na hora do jantar, que não junte suas notícias
para contar de noite como um relatório.
Admiro os bocados, as porções, as ninharias.
Alegria pequena e preciosa de respirar rente ao seu nariz
e definir com que roupa vou ao serviço.

O amor é uma comissão de inquérito, é abrir as contas, é grampear o telefone, é cheirar as camisas.
É também o perdão, não conseguir dormir sem fazer as pazes.

O amor é cobrança, dor-de-cotovelo, não aceitar uma vida pela metade,
não confundi-la com segurança.
Exigir mais vontade quando ela se ofereceu inteira.
Enlouquecê-la para pentear seus cabelos antes do vento.
Enervá-la para que diga que não a entende.
E entender menos e precisar mais.

Quem aspira ao conforto que se conserve solteiro.
Eu me entrego para dependência.
Não há nada mais agradável do que misturar os defeitos com as virtudes e perder as contas na partilha.

Não há nada mais valioso do que trabalhar integralmente para uma história.
Não raciocinar outra coisa senão cortejá-la: avisá-la para espiar a lua cheia, recordar do varal quando começa a chover, decorar uma música para surpreendê-la, sublinhar uma frase para guardá-la.

Sou doido, mas doido varrido.
Bem limpo.
Aprendi a usar furadeira e agora entro fácil em parafuso.
Quero uma mulher imatura, que possa adoecer e se recuperar do meu lado.
Uma mulher que me provoque quando não estou a fim.
Que dance em minhas costas para me reconciliar com o passado.
Que me acalme quando estou no fim do filtro.
Que me emagreça de ofensas.

Não me interessa um tempo comigo
quando posso dividir a eternidade com alguém.

Quero uma mulher que esqueça o nome de seu pai e de sua mãe
para nascer em meus olhos.
Em todo momento.
A toda hora.
Incansavelmente.
E que eu esteja apaixonado para nunca desmerecê-la, que esteja apaixonado para não diminuí-la aos amigos.


"Ele dá força ao cansado,
e multiplica as forças aos que não têm nenhum vigor.
Os jovens se cansarão e se fatigarão,
e os moços certamente cairão.
Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças,
subirão com asas como águias, correrão, e não se cansarão."

Isaías 40: 29-31


sexta-feira, 22 de outubro de 2010




Tratava-se realmente de um anjo,
irreversivelmente,
inconfundivelmente - um anjo,
o meu anjo.

"Eu nunca mais quero outra vida.
É, eu ando um bocado mudado.
Eu nunca mais quero outra vida, eu não.
Olha só como eu tô bem tratado.
É que os tempos mudaram.
E agora eu ando muito bem acompanhado.

(É, eu ando sim)."

                                                

Ela: Você é quase perfeito.

Ele: E o que me tornaria perfeito?

Ela: Ser meu!
 

''Lembrar com amor é oferecer, no coração,
um sorriso que se expande.
É um jeito instantâneo e poderoso de prece.
É um modo de abraço,
não importa o aparente tamanho da distância,
nem as enganosas cercas do tempo.

Lembrar com amor é levar a vida,
no exato instante da lembrança,
ao lugar onde a outra vida está
e plantar uma nova muda de ternura por lá.''


A gente é que determina a distância,
pois não estarei tão longe
se estiver em seu coração.

... Don David ...

Se devemos à distância a solidão que nos concede,
empresto do amor as lembranças de nós dois.

Leo Cruz

Salmo 23



O SENHOR é o meu pastor: nada me faltará.
Ele me faz descansar em pastos verdes
e me leva a águas tranqüilas.
O SENHOR renova as minhas forças e me guia por caminhos certos,
como ele mesmo prometeu.
Ainda que eu ande por um vale escuro como a morte,
não terei medo de nada.
Pois tu, ó SENHOR Deus, estás comigo;
tu me proteges e me diriges.
Preparas um banquete para mim,
onde os meus inimigos me podem ver.
Tu me recebes como convidado de honra
e enches o meu copo até derramar.
Certamente a tua bondade e o teu amor
ficarão comigo enquanto eu viver.
E na tua casa, ó SENHOR,
morarei todos os dias da minha vida.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Faroeste Caboclo

Faroeste Caboclo é uma canção que traz a assinatura do compositor Renato Russo.
Composta em 1979, ela só foi lançada oficialmente em 1987, no álbum "Que País é este" (1978/1987).
Narra a história de João de Santo Cristo, nascido no Nordeste do Brasil (provavelmente no interior da Bahia) que se muda para Brasília e torna-se traficante, mas se redime ao apaixonar-se por uma mulher chamada Maria Lúcia, sendo posteriormente assassinado por Jeremias, um traficante rival.
A canção é de difícil execução devido ao tamanho da letra: 159 versos. A harmonia e o ritmo, contudo, são extremamente simples e tem duração incomum para uma canção popular (9'03").
Foi apresentada pela primeira vez no Morro da Urca em 1983.
A canção foi censurada pela presença de palavrões, porém foi feita uma edição onde se colocou um sinal sonoro sobre os palavrões.
Com isso, a música foi liberada para radiodifusão.

(Wikipédia)




Ouvi hoje pelo rádio que essa música vai virar filme em 2011.
Amo as músicas do Legião.
Mesmo após a morte de Renato Russo, suas músicas (com letras inteligentes e conteúdo) continuam tocando em rádios, fazendo sucesso e conquistando novos fãs,
fãs que nem chegaram a ver algum show da banda.





"Aquele que por mim for escolhido,
ofereço fruto proibido,
entrada para meu paraíso."


(Anna Amorim)


Na sincronia entre coincidência e destino,

cá estou eu à espera de que esse amor não seja simplesmente um acaso.

                                                           - Leo Cruz -

Borboletas no estômago

   

A expressão pretende traduzir a ligeira inquietação,
a ansiedade,
o nervoso miudinho que se sente
quando por exemplo vamos encontrar com um novo namorado(a)
ou quando estamos apaixonados.



As borboletas do meu estômago também são apaixonadas por você!  
                                         

Certezas


"Compreendi, então, que a vida não é uma sonata que,
para realizar a sua beleza,
tem de ser tocada até o fim.

Dei-me conta, ao contrário,
de que a vida é um álbum
de mini-sonatas.

Cada momento de beleza vivido e amado,
por efêmero que seja,
é uma experiência completa
que está destinada à eternidade.

Um único momento de
beleza e amor justifica a vida inteira."


"Por isso nunca ficamos desanimados.
Mesmo que nosso corpo vá se gastando,
o nosso espírito se renova a cada dia.
Essa pequena e passageira aflição que vivemos
vai nos trazer uma glória enorme e eterna,
muito maior que o sofrimento."

2 Coríntios 4: 16

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Não se come uma mulher...


Não sou adepto de enxergar o mundo como se fosse a primeira vez, muito menos enxergar o mundo como a última vez.
Não caio na conversa fiada de estréia e de despedida.
Despedir não é terminar - é procurar iniciar de um jeito diferente.
Sou homem do durante.
Do meio.
Do decorrer.
Nada contra quem pensa o contrário, mas é um pouco de soberba inaugurar ou fechar o mundo.
Quando se ama uma mulher, é preciso a safadeza, a vontade sem pudor, o desejo diabólico, a tara.
Não se conter, não se represar.
A ânsia, a violência e a obsessão são permitidas.
Mas tudo será grosseria desacompanhada da pureza.
Pureza é autenticidade.
Não fingir, não disfarçar, não dizer o que não está sentindo.
Já ouvi muito que sexo não é seguir a cabeça e deixar as coisas aconteceram. Sexo seria não pensar.
Não concordo, sexo não é inconseqüência, é conseqüência da gentileza. Conseqüência de ouvir o sussurro, de ser educado com o sussurro e permanecer sussurrando.
Perder o pudor, não perder o respeito.
Perder a timidez, não perder o cuidado.
Sexo é pensar, como que não?
E fazer o corpo entender a pronúncia mais do que compreender a palavra. Como se não houvesse outra chance de ser feliz.
Não a derradeira chance, e sim a chance.

Uma mulher está sempre iniciando o seu corpo.
Toda a noite é um outro início.
Toda a noite é um outro homem ainda que seja o mesmo.
Não se transa com uma mulher pela repetição.
Seu prazer não está aprendendo a ler. Seu prazer escreve - e nem sempre num idioma conhecido.
Ela pode ficar excitada com uma frase.
Não é colocando de repente a mão na coxa.
Ela pode ficar excitada com uma música ou com uma expressão do rosto.
Não é colocando a mão na sua blusa.

Mulher é hesitação, é véspera, é apuro do ouvido.
Antever que aquelas costas evoluem nas mãos como um giz de cera.
Reparar que a boca incha com os beijos, que o pescoço não tem linha divisória com os seios, que a cintura é uma escada em espiral.

É comum o homem, ao encontrar sua satisfação, recorrer a uma fórmula. Depois de sucesso na intimidade, acredita que toda mulher terá igual cartografia, igual trepidação.
Se mordiscar os mamilos deu certo com uma, lá vai ele tentar de novo no futuro.
Se brincou de chamá-la de puta, repete a fantasia interminavelmente.

Assim o homem não vê a mulher, vê as mulheres e escurece a nudez junto do quarto.
Amar não é uma regra, e sim onde a regra se quebra.
Não se come uma mulher, ela é que se devora.



“Não saber explicar o que se sente por quem você quer a todo momento, é amar.”



• Ela: O que é o amor?

• Ele: Um sentimento.

• Ela: Errado.

• Ele: O que é então?

• Ela: Um aglomerado de sentimentos, todos juntos talvez,
mas não um só.

• Ele: Eu acredito que seja só um.

• Ela: Você acredita em muitas coisas erradas.

• Ele: Como eu e você?

• Ela: Às vezes você acerta!

• Ele: Por que ainda fica aqui?

• Ela: Tenho medo de ir embora.

• Ele: Medo de que?

• Ela: De que tudo isso vire esquecimento. Que a gente esqueça de sonhar.

• Ele: A gente nunca esquece de sonhar.

• Ela: Esqueço quando estou do seu lado.

• Ele: Por que?

• Ela: Meus sonhos se realizam.

• Ele: Isso é amor?

• Ela: Às vezes você acerta!